segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Oficina de restauro do museu - publicação 23


Ao visitar um paradisíaco resort (www.riodorastro.com.br/) encontrei ali uma histórica máquina de costurar Clemens Muller, como decoração de ambiente. Como a máquina merecia um bom restauro, ofereci meus préstimos aos proprietários, que aceitaram com satisfação.
Uma criteriosa análise preliminar revelou que, apesar da aparência, ela estava quase completa, cujas peças desgastadas poderiam ser recuperadas e as faltantes refeitas.
Trouxe-a para nossa oficina e iniciei a desmontagem, com alguma dificuldade, pois todas as partes móveis estavam encravadas, assim como fundidas juntas. Além disso, as várias camadas de pintura sobre partes oxidadas comprometiam seus detalhes em baixo relevo.


Antes do Restauro
 A indústria Clemens Muller (Dresden - 1870) foi a primeira fábrica alemã de máquinas de costurar, com a associação de L.O. Dietrich, G. Winselmann, e H. Kohler, todos depois fabricantes de suas próprias marcas (Vesta, Titan, Kohler e outras). A prosperidade da empresa foi tão grande que, em 1880, fabricou 200.000 e, em seu auge (1930) mais de 3 milhões de máquinas. Na 2ª Guerra, passou a produzir material bélico, sendo dizimada pelos aliados, incluindo seu arquivo de registro.
Nosso “Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar” (MAMC), dentre duas centenas de outras, possui mais de 40 Clemens Muller, fabricadas entre 1880 e 1930, todas aqui restauradas, o que testemunha e assegura nossa competência e honestidade neste desempenho.

Identificação de fabricação
 
Seu autêntico número de série
Ao abrir sua lateral, verifiquei que a engrenagem cônica superior do eixo vertical possuía dois dentes faltantes e, como não havia restos deles no habitáculo, concluí que o acidente ocorreu há muito tempo e já teriam sido retirados.
Após a liberação dos eixos e engrenagens, optei por limagem, aprofundando os demais sulcos e aproximando seus contatos. Descartei a substituição por engrenagens plásticas ou as onerosas metálicas alemãs, considerando o firme princípio da manutenção de sua originalidade.
Os trilhos dos eixos da fronte, também bastante oxidados, mereceram desmonte, aplicação de desoxidante e leve polimento.

Trilhos da fronte


 Engrenagem com dentes quebrados
Os eixos foram levemente torneados, suficiente para permitir movimento e evitando aumentar as folgas decorrentes de seu secular funcionamento.
O sistema inferior cursor da lançadeira também estava encravado, foi removido e suas partes trabalhadas

Sistema do cursor da lançadeira e...

...orbital da fronte, oxidados

Torneamento do eixo da lançadeira

A adaptação de todas as peças mereceu um trabalho específico, exclusivo e individual. Embora possuamos reserva técnica, com possíveis doadoras de peças, prefiro sempre manter a originalidade da máquina a ser restaurada. 
Assim como o geral, o conjunto do rebobinador também se apresentava engripado, com eixos oxidados e cobertos por várias camadas de tinta, solidarizado tal uma peça única e rígida.
Rebobinador antes e depois de restaurado, semi montado.

Alguns parafusos estavam quebrados, tiveram seus restos retirados, locais e sedes refurados e suas roscas refeitas, dentro dos padrões da época, quais sejam: cabeça cilíndrica, torque por fenda, passo e diâmetros “polegada”,...
Todas as peças móveis (cerca de meia centena) foram individual e particularmente tratadas (desmonte, limpeza, desoxidação, polimento,...), algumas reconstruídas ou recuperadas.
Limpeza dos dentes impelentes por abrasão e...
 
 ...algumas peças da fronte restauradas.

A desmontagem das peças móveis impõe organização, ordem e método, para seguirem caminhos distintos de restauro e depositários de guarda, devidamente identificados, evitando extravios ou equívocos nas sequências na recomposição. Todas as peças móveis possuem numeração da máquina, identificando possível quebra de originalidade.
O conjunto estrutural não foi desmontado (ocorre apenas em raríssima exceção), pois toda a complexa “árvore” do sistema mecânico poderá não mais adaptar-se perfeitamente.
Sua pré-limpeza foi efetuada com pincel (sem utilização de solventes), processo delicado e importantíssimo, pois é capaz de encontrar indícios de identificação ou detalhes que caracterizam procedimentos de utilização (pedaços de linha, de tecidos, de alfinetes ou agulhas,...).

Engrenagem maior (coroa) com numeração estampada e...

...volante de acionamento já recuperados

Em outras máquinas já encontrei fragmentos de jornais (definem datas) com caligrafia antiga (“pharmácia”,..), anotações de valores (em “mil réis”) e de dimensões de roupas, fragmentos de insetos noturnos e outras peculiaridades decisivas na pesquisa e que identificam sua época e até turnos de trabalho.
A partir desta etapa, com o sistema mecânico (móvel) básico já retirado, foram iniciadas as etapas de limpeza. Inicialmente, realizada leve aplicação de solventes para desagregar restos de lubrificação carbonizada, firmemente incorporados durante um século. Estas aplicações são repetidas várias vezes, com intervalos de 24 horas.
As partes corroídas por oxidação exigem procedimento abrasivo (raspagem, lixamento,..), seguido de desoxidação, aplicação de camada fosfatizante e pintura protetora.
 
Conjunto estrutural com aplicação de fosfatizante, inibidor de oxidação

Na fase sequente, empregados detergentes neutros e abluções com água tépida, até completa retirada dos restos. Após,  desoxidante e, depois de nova limpeza, aplicada solução de fosfatizante protetor para evitar reoxidação.
Jamais se aplica “jato de areia ou de granalha” para remover corrosão ou pintura antiga. Esta atitude, em partes móveis evidencia imperícia, pois danifica por abrasão os componentes (engrenagens, encaixes,...), retirando a proteção original das partes, alterando sua patente originalidade funcional e seus ajustes, podendo até eliminar alguma identificação impressa em baixo relevo.
É conveniente ressaltar a necessária delicadeza em todas as etapas, sempre com ferramental apropriado e esforços compatíveis, pois a constituição das peças, em aço de baixa resistência, é facilmente quebradiça à impactos.


Limpeza pontual por abrasão com mini-retífica e...

  aplicação de desoxidante.



Preenchimento com corante aglutinado nas falhas de pintura 

 Base metálica, com belos desenhos em baixo relevo

A base metálica, também constituída em aço de baixa resistência, após todo o processo de abrasão, desoxidação e fosfatização, foi completamente coberta com esmalte sintético, pois suas antigas e muitas camadas de tinta dissimulavam os belos desenhos em baixo relevo.

Restaurada, a Clemens Muller revela sua beleza

Dentre as tantas partes recuperadas, restauradas ou executadas, o torneamento, polimento e regulagem das peças móveis constituíram o maior desafio e tempo disponibilizado. Assim como alguns suplementos, que tiveram origem histórica e longínqua, dos quais destacamos:
    O antigo carretel de madeira, perfeito, completo e original, com linha branca, preservado, foi recebido por doação pelos descendentes de falecida costureira paulista.
   A agulha, modelo raríssimo, de utilização e encaixe exclusivo para estas centenárias máquinas, é uma preciosidade, foi importada na República Theca.  Seu alinhamento e sincronismo, coincidindo a fresa do eixo vertical, a fenda do calcador, o orifício da placa base e o cursor da lançadeira consistiram em conjunto de árduas tarefas, durante vários dias, também com final feliz.
 
Imponente, a ilustre centenária ressurge 
 

Após restaurada, a condição geral desta ilustre Clemens Muller demonstrou ser satisfatória, sem falhas de funcionamento ou folgas exageradas, apresentando-se tal como em sua primorosa época de atividade.
Certamente merecerá um digno lugar de destaque, concernente à sua patente e histórica nobreza.

O procedimento de restauro excede a mera cirurgia estética, mas sim uma intervenção complexa e funcional. Nosso procedimento, alicerçado em quatro décadas de pesquisas, capacitam a desenvolver profissionalismo e habilidade, suficientes para aplicá-los na reconstituição física dos objetos e recuperação de sua história. Estamos sempre abertos a quaisquer atualizações que resultem em melhor solução, principalmente na preservação das antigas máquinas manuais de costurar, este importantíssimo instrumento mecânico, que foi decisivo participante na evolução mecânica e humana.

Prof. Eng. Darlou D’Arisbo
restauro.antique@yahoo.com.br

dezembro de 2015




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Calculadora Mutto – publicação 22

 

“É vedada a utilização de quaisquer informações aqui contidas, para fins lucrativos ou comerciais, sem autorização expressa de seu curador, sob pena de indenização judicial.”

Nesta postagem, o Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar (MAMC), apresenta algumas presenças em seu acervo secundário, brindado por ilustres peças não menos importantes. Assim, seu rico acervo é também povoado por antigas balanças, candeeiros, relógios de parede, moedores de grãos, maquininhas de calcular,…  E, justamente esta, ilustra o motivo da presente publicação.

Calculadora Mutto, sueca, década de 1950

Os historiadores relatam que o homem, na origem da relação lógica do cálculo, utilizava como ferramental os próprios dedos. Depois passou a expressar sinais rupestres, seriados e em baixo relevo.

Lá pelo 4º milênio antes de Cristo, os fenícios inventaram a impressão de algarismos em placa de argila fresca, com a finalidade de facilitar “as contas”.     Denominaram o sistema de ÁBACO.    Depois, um tabuleiro coberto por areia, similar ao utilizado para escrever, era utilizado para cálculos aritméticos e demonstrativos.

Com o tempo foi aperfeiçoado e, dois séculos antes de Jesus, já era constituído por pedrinhas deslizantes em varetas paralelas, estruturado por um quadro de madeira.

ábaco

O grande progresso da máquina de calcular ocorreu em 1642, quando o adolescente francês Blaise Pascal, com apenas 18 anos, desenvolveu a “Pascalina”. O sistema possuía um conjunto de engrenagens interligadas, onde cada módulo era decimal em relação ao esquerdo. Foi a precursora dos processos lógicos atuais.

A perfeição da máquina permitiu seu acervamento no Conservatoire des Arts et Metiers, em Paris e, quase quatro séculos depois, ainda funciona.

pascalina

Passados 30 anos, em 1673, o alemão Gottfried Leibnitz, aperfeiçoou a “Pascalina”, inventando uma máquina que efetuava multiplicação e divisão, em processo de adição (ou subtração) de parcelas.

Calculadora Leibnitz 

E, na data da independência do Brasil (1822), na Inglaterra, o cientista Charles Babbage desenvolveu um sistema mecânico que permitia cálculos com funções trigonométricas e logarítmicas.

Na metade do século XX, diversas indústrias já produziam calculadoras, com emaranhado sistema mecânico, assim como

a citada Mutto

DSC07484

Esta calculadora Mutto, modelo 3, fabricada na Suécia na metade do século passado, foi uma gentilíssima doação ao nosso museu, pelos queridos amigos Ruy/Marlene e foi utilizada por eles durante décadas, em sua empresa.

Seu sitema de funcionamento é mecânico, por acionamento manual e, justamente por este motivo, exige um bom grau de compenetração e de entendimento.   Ela processa as quatro operações de maneira lógica, quais sejam:

A SOMA, é cumulativa e cada algarismo é registrado mecanicamente por um cursor móvel. As parcelas numéricas então são acrescentadas por acionamento de manivela.

A SUBTRAÇÃO é análoga à soma, porém invertida, abatendo cada parcela da anterior.

A MULTIPLICAÇÃO é mais complexa e baseia-se em seu princípio elementar, realizada por sucessivas adições de parcelas. O cursor inferior é móvel, permitindo acessar cada respectiva casa decimal. Assim ao multiplicar números com vários algarismos, acessa-se os decimais em sequência, assim como antigamente se executava à mão. À esquerda do cursor móvel há indicação do número de vezes que a parcela foi adicionada.

A DIVISÂO é ainda mais extravagante, para nós, escravos das eletrônicas. Alicerçada no procedimento elementar do cálculo realizado à mão, é efetivada ao contrário da multiplicação. Assemelha-se ao procedimento que fazíamos com lápis no caderno de aritmética. A máquina possui um providencial “sininho” que soa quando alguma parcela deduzida excede o valor de seu decimal correspondente.

Certamente, esta informação verbal é de difícil interpretação, principalmente para quem não mais executa multiplicações e divisões realizadas à mão.

DSC07485

Não necessitou de restauro, após ligeira limpeza e lubrificação, recebeu pés emborrachados (gentileza do “www.museudoradio.com) e teve sua capa protetora recosturada (delicadamente executada pela rainha San).

Então, devidamente protegida, aposentada após o digno trabalho de décadas, mantida presente como digna página na história da evolução técnica mecânica.

Prof. Darlou D’Arisbo

Pensamento do dia: “ Evitarei, com todas as minhas forças, duas calamidades: a pressa e a indecisão.” (9º Mandamento da Serenidade)

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nobres Silfos Vadios - Publicação 21

 

Nesta postagem, o Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar (MAMC), declina do frio âmbito da interpretação ferramental e mecanicista,  passando a navegar por um mar mais poético, entre as tangíveis falésias do conhecimento e os místicos e etéreos horizontes.  Apenas uma tardia e adocicada pausa entre as tantas anteriores sóbrias publicações.

“É vedada a utilização de quaisquer informações aqui contidas,  para fins  lucrativos ou comerciais, sem autorização expressa de seu curador, sob pena de indenização judicial.”

Historicamente,  o Museu  de  Antigas  Máquinas  Manuais  de  Costurar, iniciou como todos os acervos particulares: com uma peça, depois outra e mais outra...

Eu e as máqs Cinco décadas acervaram mais de um século

Hoje, com mais de duas centenas de máquinas de costurar, registrado no MinC, é um sólido banco de dados da evolução mecânica e integração social deste importantíssimo ferramental no desenvolvimento humano.

24 Howe A tangibilidade da história mecânica

Neste acervo de antiguidades, tenho mais que a tangível apresentação de um dinâmico e exaustivo trabalho em centenas de históricas peças: uma dedicação insistente de mais de meio século, no tempo que justificou grande parte de minha própria existência.

P9032197Mais de um século se faz presente

Significa-me algo como a eternidade. A qual, como a continuidade da imagem presente daqueles notáveis humanos, agora já etéreos, desde os que projetaram e construiram, até os que tanto manipularam tais objetos. Suas vivas mãos, seus músculos e pele, marcaram e gastaram os rígidos materiais que os compõem. Encontraremos ainda restos de suas mãos nos botões e manoplas das máquinas de costurar, escrever, moer,...

DSC00007Um relato atual do pretérito exposto

E também elas peças, parecem manifestar um patente e curioso humor...  Por vezes recusam-se a serem consertadas. Encravam seus parafusos, emperram suas engrenagens, suas madeiras atraem térmitas cupins, rompem-se, deixam-se cair... Outras vezes, ao contrário, oferecem-se emitindo sons rangidos, reflexos de luz,... Vivem seus instantes de agudas crises depressivas, ou momentos de alegria e prazer, tentando aos seus modos, as mais inacreditáveis demonstrações de existência.

Weed I  Sonoramente, rompem-se marcando suas presenças

Sinto nelas, as presenças de seus passados usuários, em constante e silenciosa miragem.  Descem dos céus, por talvez saudades de seus caseiros objetos, no silêncio das noites escuras, e vem aqui costurar suas vestes de nada…

20 HoweA época da maestria das mãos 

...ou soprar as vagas brasas dos frios ferros de passar, moer fantasiosos grãos de café torrado, fazer quirera de milho para alimentar pintos ausentes.

DSC00601 Convertia sementes em quirera

Pé ante pé, silenciosamente na madrugada fria, chega o Major, meu saudoso pai.  Em augusto segredo, sem o menor ruído e com muita delicadeza, toma a sua antiga e reluzente espada, desembainha-a e afaga-a como a um manhoso gato.  Lustra-a e, satisfeita a saudade, guarda-a no lugar. Algumas vezes esquece-a sobre a mesa, distraído a observar, na miscelânea da parede, o relógio da vida de alfaiate, de seu pai.

DSC00598Os tempos dos Ford T,  Melindrosas, Einstein…

Distraídos, quiçá como eram em vida, por vezes marcam suas estadas: dão corda nos relógios de parede, esquecem armários abertos, mudam coisas de lugar...

Outras vezes, reúnem-se ao coincidente acaso, várias fantasmagóricas criaturas. Descem e voltam ao nosso mundo para contar causos, lembrar histórias em graves sussurros e dissimulados sorrisos, em efêmeras e merecidas ausências celestes.  Ou até, em negligente ousadia, correndo o risco de flagrados serem, ao me acordar por um ruído, beijam os meus sonhos, no adormecido filho vivo.

por de sol 1 Uma manifesta consagração divina

Abençoam os “sonos” da vida e, sem rufar de asas, voltam contentes ao mesmo celestial silêncio dos céus.

Enfim, são eles os proprietários.   Eu, apenas efêmero depositário e fiel guardião.

armaduraMortal e devotado guardião

Eles continuam donos perpétuos de suas coisas. Sempre usufruiram seus estimados objetos, seus pertences...  Sempre viverão suas peças.   E eu os vejo nelas.

“Diariamente, praticarei o bem, em toda a sua extensão e por apenas um dia. Afinal, eu me desanimaria se pensasse em praticá-lo por toda a minha vida.” (13º Mandamento da Serenidade)

(Darlou D’Arisbo / excertos das memórias históricas / 22 de março de 1986)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Miniaturas _________________Publicação 20

 

O Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar (MAMC), particular e privado, registrado no Ministério da Cultura, desenvolve pesquisa e preservação deste importante instrumento.

“É vedada a utilização de quaisquer informações contidas em suas publicações,  para fins lucrativos ou comerciais, sem autorização expressa de seu curador, sob pena de indenização judicial.”

Nesta 20ª publicação, considerando o razoável acervo de miniaturas (bibelôs, decorativos,..) de máquinas de costurar, apresentamos alguns espécimes conservados pelo MAMC.

Algumas publicações impressas já incluiram as miniaturas em suas páginas: “Toy and Miniature Sewing Machines – Glenda Thomas” e “Toy Sewing Machines and Miniatures – MAMC – D’Arisbo, Darlou”, dentre outros.

Distintas das maquininhas infantis (publicação 7), as miniaturas tem função meramente decorativa, tais adornos com alusão à importância da máquina de costurar. Comumente agregavam personagens ou representações, serviam como porta objetos ou simplesmente um símbolo miniaturizado.

No sentido de identificar dimensões, colocamos em algumas fotos uma “fita métrica”, como referencial.

005b Miniaturas muito pequenas:

1. Em bronze (4 x 2cm), constituída por três partes aparafusadas entre si, volante móvel, adquirida na Feira da Ladra, Lisboa

2. Porcelana (4,5 x 2cm), cor vinho, com detalhes dourados e gravura impressa, adquirida na Feira da Ladra, Lisboa

3. Porcelana (4 x 2cm), branca com detalhes dourados, obtida em M. Cândido Rondon – PR, produção Reutter, Denkendorf – Alemanha

4. Em bronze (3 x 1,5cm), recebida como prazeroso mimo de Rebeca Vaz, Piracicaba – SP

5. Porcelana (5 x 2cm), branca com detalhes dourados, doação de Denise Flessak, Cascavel – PR, fabricada em Limoges – França

001Miniatura em escala 1:8 (5,5cm de comprimento), construída em aço e outros metais, utilizando minúsculas peças de variadas fontes (relógios, botões de pressão, interruptores elétricos, alfinetes, rebites, preguinhos,...). Sua construção demandou vários meses e o resultado foi gratificante.

002 002b

Esta miniatura, em escala 1:13 (3cm de comprimento), já citada na publicação 7, também em aço, foi executada durante um ano, também com minúsculas peças (carretel é um pequeno rebite; volante é um botão de pressão, e a tesoura, um ganchinho de “soutien”, adaptado,…)

003Um antigo apontador de lápis, em Zamac (liga de zinco, alumínio, magnésio e cobre), com 6cm, teve alguns micro detalhes acrescentados (carretel, linha, regulador, adesivos,...) 

004bMiniatura metálica de máquina Singer a pedal (8cm), detalhadíssima, made in China. Adquirida em Ciudad del Este/PY (1998).

006aArtesanato em madeira (14cm), minuciosa, adquirida em Rio Negro – PR (2010)

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Botões de madeira (aviamentos), em forma de máquinas de costurar (2cm), com pedestal adaptado.

008cObjeto de adorno (10cm), em resina, colorido, com a cabeça da costureira móvel (por mola). Desenho baseado em hilariante propaganda da New Home 1910, citado em Early Sewing Machine, pág 363. Fabricação chinesa.

009Semelhante ao anterior (8cm), também bastante detalhado. Adquirido em Piratuba – SC.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Como o mesmo tema e material (11cm), ante os olhos atentos da menina. Adquirido em Piratuba – SC. Fabricação chinesa.

011Bibelô em resina (9cm), colorido, representação da máquina de costurar rodeada por expressivos anjinhos.

012aCaixinha porta bijuterias (9cm), em resina, representando a máquina de costurar na tampa. Adquirido em Francisco Beltrão – PR.

010aTambém em resina (12cm), caixinha cuja tampa apresenta um cão protegendo a máquina de costurar. Adquirida em Cascavel – PR.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Artesanato em madeira (26cm), com incorporação de acessórios metálicos, carretel de linha,... Adquirida em Toledo – PR.

Tais objetos de adorno e decoração, independentes de sua natureza, material ou dimensão, representam um formal e delicado ícone simbólico, despertando sentimento  de beleza ou sublimidade.

Nesta conclusão, homenagem à princesa Sofia, minha primeira neta, recém nascida.

Cada criança, ao nascer, nos traz a mensagem de que Deus ainda não perdeu a esperança nos homens (Tagore – poeta hindu 1941).

Até a próxima

Prof. Darlou D’Arisbo